Que percentagem ganham em média os co-anfitriões Airbnb?

Que percentagem ganham em média os co-anfitriões Airbnb?
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Pontos-chave

  • A resposta situa-se, na maioria dos casos, entre 10 % e 20 % das receitas, conforme a amplitude das tarefas confiadas.
  • Os valores são apresentados em dirhams (MAD), com equivalência aproximada em euros (cerca de 11 MAD por euro).
  • É por isso que, na maioria dos casos, a percentagem de um co-anfitrião se situa entre 10 % e 20 %, ficando abaixo da de uma conciergeria completa, que assume a totalidade da operação.
  • Vários elementos explicam por que motivo um co-anfitrião pede 10 % e outro 20 %.

Atualizado em 2026. Que percentagem ganham, em média, os co-anfitriões Airbnb? A resposta situa-se, na maioria dos casos, entre 10 % e 20 % das receitas, conforme a amplitude das tarefas confiadas. Para um proprietário português com um imóvel em Marraquexe ou Agadir, compreender esta remuneração é decisivo: permite negociar um acordo justo, comparar com uma conciergeria completa e proteger as receitas líquidas, sobretudo quando se gere à distância.

Na Armonia Solutions, com mais de 25 anos de experiência entre Marraquexe e Agadir, conhecemos bem os diferentes modelos de remuneração no mercado marroquino. Neste artigo, explicamos o que faz um co-anfitrião, como é pago, que fatores fazem variar a sua percentagem e quando faz sentido optar antes por uma agência. Os valores são apresentados em dirhams (MAD), com equivalência aproximada em euros (cerca de 11 MAD por euro). Este conteúdo é informativo.

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Dois ajustes bastam para uma ordem de grandeza.

Números-chave da remuneração de um co-anfitrião (2026)

ItemReferência
Percentagem de um co-anfitrião~10 % a 20 % das receitas
Conciergeria / agência completa~20 % a 25 % das receitas
Taxa de ocupação média~55 % a 70 %
Declaração de alojamento turísticoObrigatória

O que é um co-anfitrião Airbnb e como é remunerado?

Um co-anfitrião (co-host) é uma pessoa ou empresa que ajuda o proprietário a gerir o seu alojamento, assumindo parte das tarefas: criação e atualização do anúncio, comunicação com os hóspedes, coordenação da limpeza, entrega de chaves ou check-in autónomo, e por vezes a gestão das avaliações. Ao contrário de uma agência que gere tudo, o co-anfitrião partilha as responsabilidades com o proprietário, que continua envolvido em alguns aspetos.

A remuneração faz-se quase sempre por uma percentagem das receitas geradas, e não por um valor fixo. Esta lógica alinha os interesses: quanto melhor o co-anfitrião faz o seu trabalho, mais reservas, melhores avaliações, preços otimizados, mais ganham os dois. É por isso que, na maioria dos casos, a percentagem de um co-anfitrião se situa entre 10 % e 20 %, ficando abaixo da de uma conciergeria completa, que assume a totalidade da operação.

Que fatores determinam a percentagem de um co-anfitrião?

Vários elementos explicam por que motivo um co-anfitrião pede 10 % e outro 20 %. O primeiro é a amplitude das tarefas: quanto mais serviços inclui (limpeza, manutenção, gestão de imprevistos 24/7), mais alta a percentagem. O segundo é a frequência e o volume: um imóvel muito procurado, com rotação elevada, exige mais trabalho. O terceiro é a época: a alta temporada concentra reservas e pedidos. O quarto é a localização, gerir um riad no coração da medina de Marraquexe não tem a mesma logística que um apartamento moderno em Guéliz. Por fim, a experiência e a reputação do co-anfitrião justificam, muitas vezes, uma percentagem superior.

Em resumo, mais responsabilidades implicam uma percentagem mais alta. O importante não é procurar a percentagem mais baixa, mas a melhor relação entre o que se paga e as receitas líquidas que se obtêm: um co-anfitrião competente a 18 % pode render mais do que um amador a 10 %.

Co-anfitrião vs conciergeria profissional: o que muda?

A diferença essencial está na cobertura. O co-anfitrião (10-20 %) partilha as tarefas e deixa parte da responsabilidade ao proprietário; é adequado para quem quer manter algum envolvimento ou apenas delegar o que não consegue fazer à distância. A conciergeria ou agência completa (20-25 %) gere tudo, do anúncio à manutenção, passando pelos preços dinâmicos, o acolhimento, a limpeza, a roupa de casa e a conformidade, ideal para um proprietário totalmente à distância que procura tranquilidade absoluta.

A escolha depende de quanto quer delegar e do seu tempo disponível. Para um residente em Portugal, sem presença regular em Marrocos, a delegação total é frequentemente mais segura, porque garante um acolhimento de qualidade e a conformidade contínua. Os nossos recursos de Gestão Airbnb ajudam a comparar os dois modelos.

O que está incluído em cada percentagem

Antes de aceitar uma percentagem, é fundamental saber exatamente o que cobre. Uma percentagem baixa pode esconder serviços excluídos (limpeza faturada à parte, sem gestão de manutenção, sem acolhimento físico), enquanto uma percentagem ligeiramente superior pode incluir tudo e poupar despesas adicionais. A transparência sobre o perímetro do serviço é o melhor critério de comparação: dois acordos com a mesma percentagem podem corresponder a níveis de serviço muito diferentes.

Recomendamos sempre formalizar por escrito o que está incluído (comunicação, calendário, preços, limpeza, manutenção, relatórios) e o que fica de fora. Esta clareza evita mal-entendidos e protege a relação a longo prazo, além de facilitar o cálculo das receitas líquidas reais.

Exemplo ilustrativo (simulação), um imóvel em Marraquexe

Exemplo ilustrativo (simulação), valores indicativos, não um caso real de cliente.

Considere um imóvel arrendado a 1.200 MAD por noite (cerca de 109 €), com uma taxa de ocupação de 60 %. O imóvel é ocupado cerca de 219 noites por ano e gera aproximadamente 263.000 MAD brutos por ano (cerca de 23.900 €). Com uma percentagem de co-anfitrião de 15 %, a remuneração do co-anfitrião ronda os 39.000 MAD (cerca de 3.600 €), restando cerca de 224.000 MAD (cerca de 20.300 €) para o proprietário, antes de impostos. Estes valores são indicativos e variam com a sazonalidade, o preço praticado e o perímetro do serviço.

Negociar uma percentagem justa: boas práticas e erros a evitar

As boas práticas começam por definir com precisão a amplitude das tarefas, fixar a percentagem em função desse perímetro, assinar um mandato escrito e acordar relatórios regulares. Convém também comparar várias propostas, verificar referências e avaliar a qualidade do acolhimento, que tem impacto direto nas avaliações e, portanto, nas reservas futuras. Do lado dos erros, os mais frequentes são escolher apenas pela percentagem mais baixa, não clarificar o que está incluído, esquecer os custos adicionais (limpeza, roupa de casa) e descurar a conformidade fiscal das receitas.

Lembre-se de que a percentagem é apenas uma parte da equação. O verdadeiro indicador é a receita líquida no fim do ano, após todas as despesas e impostos. Um bom co-anfitrião ou uma boa agência justificam a sua percentagem aumentando a ocupação e o preço médio, e reduzindo os imprevistos.

Repatriar as receitas para Portugal: o papel do Office des Changes

Para um proprietário residente em Portugal, há uma dimensão suplementar: a transferência das receitas marroquinas para o estrangeiro. Marrocos dispõe de uma regulamentação cambial específica, supervisionada pelo Office des Changes de Marrocos, que enquadra a repatriação de rendimentos por não residentes. Em geral, os rendimentos de um investimento devidamente declarado podem ser transferidos, desde que a operação respeite as regras cambiais e que a documentação (declarações, comprovativos de impostos) esteja em ordem.

É mais uma razão para manter uma contabilidade rigorosa e uma atividade plenamente conforme: sem documentação adequada, a transferência das receitas pode tornar-se complicada. Um parceiro local e um contabilista ajudam a preparar corretamente estes elementos, garantindo que o proprietário possa dispor das suas receitas com segurança.

Simulador: estime a remuneração do seu co-anfitrião

Esta ferramenta estima as receitas brutas, a remuneração do co-anfitrião e o que resta para o proprietário, a partir do preço por noite, da ocupação e da percentagem acordada. Os valores são apresentados em dirhams (MAD), com equivalência aproximada em euros.




Marraquexe e Agadir: como a localização influencia a percentagem

A percentagem de um co-anfitrião não é uniforme em todo o país, porque a logística varia com a localização. Em Marraquexe, gerir um riad no labirinto da medina exige presença, conhecimento dos artesãos locais e capacidade de resolver imprevistos a qualquer hora, um trabalho que justifica frequentemente o topo do intervalo (perto de 20 %). Um apartamento moderno em Guéliz ou no Hivernage, mais fácil de gerir, pode situar-se na faixa intermédia. Em Agadir e Taghazout, onde as estadias balneares tendem a ser mais longas e a rotação menor, a carga de trabalho por reserva é diferente, o que também se reflete na percentagem proposta.

Para o proprietário, a lição é clara: comparar percentagens entre cidades sem ter em conta a logística pode ser enganador. O que importa é a adequação entre o serviço prestado, a realidade do imóvel e a receita líquida final. Um co-anfitrião que conhece profundamente o seu bairro e os seus prestadores acrescenta um valor que ultrapassa largamente a diferença de alguns pontos percentuais.

Co-anfitrião e conformidade fiscal das receitas

Trabalhar com um co-anfitrião não dispensa o proprietário das suas obrigações fiscais, pelo contrário, reforça a importância de uma contabilidade clara. As receitas continuam a ser tributáveis em Marrocos (IVA reduzido de 10 % sobre o alojamento, imposto sobre o rendimento progressivo, taxa de estadia), e a remuneração paga ao co-anfitrião deve ser corretamente registada como despesa. Um acordo bem documentado, com faturas e relatórios, facilita esta contabilidade e protege o proprietário em caso de controlo.

Para um residente em Portugal, esta organização é ainda mais importante, pois os rendimentos devem ser declarados nos dois países ao abrigo da convenção fiscal Portugal–Marrocos, que evita a dupla tributação. Um co-anfitrião sério ou uma agência profissional fornecem os elementos necessários, receitas, despesas, taxa de estadia, para que o contabilista prepare as declarações sem dificuldade. A transparência financeira é, assim, indissociável de uma boa relação de co-hosting.

Gerir o seu co-anfitrião a partir de Portugal

Para um proprietário que vive em Lisboa, no Porto ou em qualquer outra cidade portuguesa, a relação com o co-anfitrião assenta na confiança e na comunicação à distância. As boas práticas incluem definir canais de contacto claros (mensagens, chamadas, relatórios periódicos), acordar prazos de resposta em caso de imprevisto e estabelecer um calendário partilhado para acompanhar reservas e ocupação. A diferença horária entre Portugal e Marrocos é mínima, o que facilita a coordenação, mas a língua e o conhecimento local continuam a ser o verdadeiro valor do co-anfitrião.

Recomenda-se ainda fixar, desde o início, indicadores simples de desempenho: taxa de ocupação, preço médio por noite, nota média das avaliações e tempo de resposta aos hóspedes. Estes indicadores permitem avaliar objetivamente se a percentagem paga está a gerar valor. Um co-anfitrião que melhora estes números justifica plenamente a sua remuneração; um que os deixa estagnar deve ser questionado. Esta gestão por dados protege o proprietário à distância e transforma uma relação informal num verdadeiro contrato de desempenho, alinhado com o objetivo comum de maximizar a receita líquida em conformidade.

Acolhimento à marroquina: porque um bom co-anfitrião vale o seu peso em ouro em Marraquexe

Em Marrocos, a hospitalidade é uma instituição. O hóspede é recebido como um convidado: chá de menta, tâmaras, conselhos sobre os souks e os melhores endereços de tagine e couscous. Para um proprietário português que gere à distância, é precisamente este acolhimento humano e local que um bom co-anfitrião traz e que nenhuma plataforma consegue substituir. Conhecer os ritmos da medina, falar árabe ou darija com os prestadores, antecipar o Ramadão ou os grandes festivais, resolver um imprevisto em minutos, tudo isto faz a diferença entre uma estadia correta e uma experiência memorável. É por isso que a percentagem de um co-anfitrião não deve ser vista apenas como um custo, mas como o preço de uma presença cultural que sustenta as avaliações e fideliza os viajantes.

FAQ, Percentagem dos co-anfitriões Airbnb

Qual é a percentagem média de um co-anfitrião? Geralmente entre 10 % e 20 % das receitas, conforme as tarefas.

Porque é inferior à de uma agência? Porque o co-anfitrião partilha as tarefas, enquanto a agência gere tudo (20-25 %).

A percentagem é calculada sobre as receitas brutas ou líquidas? Normalmente sobre as receitas geradas; convém clarificá-lo no contrato.

A limpeza está incluída na percentagem? Nem sempre; muitas vezes é faturada à parte. Verifique o perímetro.

Que ocupação posso esperar em Marraquexe? Em média, entre 55 % e 70 %, conforme a localização e a gestão.

Vale a pena pagar uma percentagem mais alta? Se o serviço aumentar a ocupação e o preço médio, sim: o que conta é a receita líquida.

Preciso de um contrato escrito? Sim, um mandato escrito protege ambas as partes e define o perímetro.

Como repatrio as minhas receitas para Portugal? Respeitando as regras cambiais do Office des Changes e mantendo a documentação em ordem.

Co-anfitrião ou agência: o que escolher à distância? Para um residente em Portugal, a gestão completa costuma ser mais segura.

Conclusão

A percentagem média de um co-anfitrião Airbnb situa-se entre 10 % e 20 % das receitas, abaixo dos 20-25 % de uma conciergeria completa. O valor certo depende do perímetro do serviço, da localização e da qualidade do acolhimento, e o verdadeiro critério é sempre a receita líquida no fim do ano. Com mais de 25 anos de experiência entre Marraquexe e Agadir, a Armonia Solutions ajuda os proprietários a escolher o modelo certo e a maximizar as suas receitas em conformidade. Descubra os nossos serviços de gestão de arrendamentos em Marraquexe e contacte-nos para uma análise personalizada.

Fontes e referências

Regulamentação cambial e repatriação de rendimentos: Office des Changes (oc.gov.ma). Fiscalidade marroquina: Direção-Geral dos Impostos (DGI). Para a tributação dos rendimentos de fonte estrangeira em Portugal, consulte a Autoridade Tributária e Aduaneira. Os intervalos de percentagens e de ocupação indicados são ordens de grandeza observadas no mercado. Este artigo tem caráter informativo e não constitui aconselhamento personalizado.